domingo, 14 de fevereiro de 2010

A 51 sagrada

Nos tempos vindouros de outono, numa futil terça-feira, quando as folhas caiam como o peito de sua irmã, todos estavam sendo fodidos pelo tédio da manhã. O marasmo ecoava no ar num silencio profundo. Lili, Wizerd, Ratinho, e Ned estavam sentados, quase dormindo, em baixo de uma figueira. Até que Wizerd quebrou o silencio perpetuo e perpetuoso...
- Gente, vamos adiante para mais uma aventura! - disse Wizerd.
Lili então respondeste:
- O dia já ta uma merda, fede de horrivel e eu não quero ficar com algum membro quebrado, mutilado, ou perder meu dinheiro de novo...
- Nos temos que inclementar alguma coisa a história mesmo, senão os leitores vão jogar essa merda de livro no lixo...Tá Wizerd, diga sua idéia... - disse Ratinho com desanimo e conformismo.
- Nós vamos procurar a 51 sagrada, se encontrada, a cachaça responderá qual quer pergunta que você faça! - disse Wizerd entusiasmado.
- Dá pra beber? - perguntou Lili.
- É claro – disse Wizerd.
Lili então disse:
- Por que não disse isso antes? Vamos procurar essa porra! - disse Lili incentivando os degenerados.

A gambada então começou suas buscas no ginásio da escola, onde, atrás do gol de futstal havia uma infestação de latinhas e garrafas de cerveja. Tinham garrafas de cerveja de todos os tamanhos, formas e cores. Tinha até garrafa de vinho e garrafas de plástico, onde as cachaças mais puras são ingeridas pelos alcoolatras experientes.

- Porra, alguma dessas garrafas é a porra da 51 sagrada? - perguntou Lili.
- Não, pois a 51 sagrada é uma garrafa de 51 verde. A cachaça é de 1933 e foi fabricada na Finlandia.
Lili então com duvida, pergunta:
- Você não está inventando essa porra, não? - disse Lili.
- Porra, você quer alguma coisa para agente colocar nessa história? Vamos continuar procurando, pois o mundo inteiro vai se abrir para nós olhar-mos para os maiores e mais vis enigmas que nos fazem animais mediocres e egocentricos – disse Wizerd.
Ned então disse:
- So falta você dizer que a tamba da garrafa é de ouro e prata.
- É mesmo, como você sabia? - pergunta Wizerd adonito.
Se dirigiram até um canto repleto de cadaveres que caiam compulsivamente num buraco escavado na terra. Então eles avistaram Ramon e então eles o comprimentaram:

- E ai, Ramon, por que tem tanta gente morta nesse buraco – perguntou Lili.
- Bom, aqui é o canto do suicidas. Todo o dia tem algum maluco que decide acabar com sua vida saltando lá de cima e eu que tenho que tirar os corpos – diz Ramon apontando para o alto do edifício.

Então do nada decima saltaram dois suicidas. Os dois se chocaram contra a terra, e morreram de imediato, estraçalhando o corpo e quebrando a costela. Lili, olhando para os dois corpos recentemente mortos, perguntou a Ramon:
- Por que eles se suicidam?
- Oras, estudar nessa merda já é um bom pretexto – disse Ramon.
- E por que eles decidem saltarem no mesmo lugar? - perguntou Ned.
- Foi feito uma lei na escola, que estibula que os suicidas devem se suicidar apenas num lugar da escola, para facilitar a limpeza, pois há 30 anos atrás era uma merda, eu tinha que tirar cadáver em cima de carro de professor, em cima dos templos, em cima de aluno, em cima de arvores...Então se você quiser se suicidar, deve saltar nesse buraco. É daí que vem a expressão “pule no buraco e seja feliz” – disse Ramon com desanimo.
Então Ratinho pergunta:
- O que agente faz se o suicida pular em outro lugar? - disse o Ratinho.
- Bom, a regra da escola diz que eu tenho que prendê-lo nas catacumbas por violação do Artigo 12-666 que diz “Todo o suicida que se suicidar fora da gruta dos suicidas será sujeito a uma pena de morte”. Não preciso dizer que é o pior artigo já redigido – disse Ramon.
- Pena de morte para quem já ta morto? - pergunta Lili.
- Sim, lamentável – disse Ramon.
- Eu achei justo. So por que ele está morto, não é justificativa para não julgá-lo com a pena de morte. Todos na cadeira elétrica são iguais. Negros, asiáticos, alemães, polacos, indios, e pessoas mortas!”.
Lili então riu e disse:
- Na execução o morto vai gritar pra caralho de dor! - disse Lili rindo pra cacete.
- É, ele vai sentir o que merece por ter sido um subversivo! - disse Wizerd com seriedade.
- Eu sou a favor a pena de morte, mas, isso já é o cumulo. De nada adianta condenar um homem para forca se ele já morreu – disse Ned.
Então Ramon respondeu:
- Pior é que já “executamos” alguns suicidas fora do lugar, eu lembro muito bem desses dias...

Num Flash back qualquer...

- Ramon, ele não tá gritando! - disse Lokomov enquanto via o homem morto não responder aos choques elétricos.
- Bom, vai ver por que ele já veio morto pra cá. Saltar de 40 metros de altura e cair de cara no asfalto não há ninguem que volte pra contar... - respondeu Ramon.
- Isso não é justificativa, se tá morto ou não, ele deve morrer! - disse Lokomov.
- Puta que pariu, você é burro mesmo! - disse Ramon.
- Eu não quero ouvir nada do sidicato dos direitos dos mortos, se tá morto, também tem direito de morrer como todo mundo! E aliás, por que agente tá num Flash back, agente é Lost por acaso? - pergunta Lokomov.
- Não, mas eu so queria mostrar para Lili e companhia como você é burro – respondeu Ramon.
- Há tabão! É bom ensinar as crianças atraves de praticas alternativas de ensino. Desmembrar o tempo em imagens é uma forma boa de ensinar! - disse Lokomov.



Voltando para a história.

- Temos que parar de fazer Flash back – disse Ned.
- Tem razão – disse Ramon – Ou se não vamos nos tornar como a série Lost, e eu odeio Lost.
- Eu so vi a primeira temporada – disse Lili.
- Eu tenho todas as temporadas! - disse Wizerd.
- Sério, pode me emprestar os DVDS? - perguntou Ratinho.
- Não!
- Porra, eu sou seu amigo Wizerd, não faz uma foda dessas, né!
- Mesmo que quisese dar os DVDS das temporadas para tu, não seria possivel...Eu queimei os DVDS! - disse Wizerd com um grande sorriso amarelo.
- Porra, eu me matei procurando esses DVS, e você me faz uma foda dessas? - Disse Ratinho.
- Malz, eu achei que varia frio hoje, então eu os quiemei! - disse Wizerd
- Bom, a minima é 28 graus, e a máxima é 35, isso em praticamente todos os dias do ano. Então, para de fazer merda uma vez na sua vida – disse Lili.
- Como posso parar de fazer merda? Se eu parar eu morro, pois como o meu corpo iria eliminar o que o estomago não precisa se não fosse eliminado em forma de bolo fecal? Eu até tenho o teste de fezes de meu pai, que eu guardo com muito carinho no meu bolso! - disse Wizerd.
- É por isso que tu fede mais que o banheiro da minha casa – disse Lili.

Lili olhou para os suicidas que saltavam do buraco, e perguntou a Ramon:
- Essa gruta tem forca?
- Sim, tem! - disse Ramon apontando para a parte exterior do buraco repleto de corpos, com alguns animais enforcados recentemente – Se você quer outra forma de suicidio, o suicida pode escolher entre saltar, se enforcar, ou morrer por tiro de espingarda. Aqui está o panfleto comercial do lugar – mostra Ramon um panfleto colorido com os seguintes dizeres: “Gruta dos Enforcados. O buraco mais badalado do após vida. Com forcas de madeira de imbuia, cordas limpas e fortes, e espingardas originais da guerra civil americana. Venha acabar tudo em nossas instalações, pois o pós vida está te esperando com estilo!”.
Então a Lili se pronuncia:
- Se um dia eu quiser me suicidar, eu vou escolher tiro de espingarda – disse a Lili olhando para o cartaz.
Mas é intrigante como esse lugar banaliza até o suicidio, isso é uma prova – disse Ned.


Então, os 4 deixam para trás toda a banalização do suicidio e da decadencia ocidental para trás em busca da 51 sagrada. Procuram então no banheiro das meninas...Não encontraram nada alem de mulheres drogadas se viciarem no chão, e lésbicas transando nos boxes. Procuram ardoamente, procuraram até na sala dos professores, sendo expulsos de lá a base de tiro de revolver, pedras, e pedregulhos.

Então, finalmente com uma lampejo de luz celestial, um odor de carne estragada e boceta cagada, Wizerd avista no saguão a garrafa de 51.
Verde e espelta, os 4 ficam atonitos por um momento.

Wizerd então se aproxima da garrafa, e analisa-a.

- Essa cachaça é de 1933 e foi feita na finlandia! - disse Wizerd pulando de alegria ao confirmar os dados inseridos na garrafa.

Lili então pega a garrafa e lê os seguintes disseres: “Made in Finland – 1933”.
- Uma 51 feita na Finlandia? Em 1933? Porra, novidade! - diz levemente atonita. Então Lili ergue a garrafa de 51 verde, e começa a beber de seu conteudo. Lili então...
- Porra, essa cachaça é veia, mas é boa ainda. Parece um vinho, so que desta vez se trata de uma bebida de macho! - diz Lili.

Então de dentro da garrafa, o liquido modifica de cor rapidamente, formando letras, e palavras. Então se podia ler: “Faça uma pergunta, em vez de só me beber, sua puta”!

Lili irada disse:
- Vá tomar no cu cana de bosta!
- Birita tem cu? - pergunta Ratinho
- Boa pergunta. Vou fazer uma boa tese de mestrado sobre o fato de garrafa de cachaça ter, ou não ter cu... Bom, a minha tese é o seguinte...Quando Thor e Odin estavam em total marasmo, num bar qual quer da Islândia, estavam cansados de beber Hidromel de latinha de alumínio, então eles pegaram uma prostituta no bar, a transformaram em areia, a esquentaram com os raios de Thor, e criaram uma garrafa de vidro de 2 metros. Como era muito pesado, Odin diminui o tamanho da garrafa, e Thor tirou o ourificio debaixo da garrafa, para que o liquido não escorresse e não cria-se rios de demônios. O orifício que Thor tinha tirado era o cu dela. Então, só ficou com a boca, para ser mais útil. A boca se chamou “tampa da garrafa”. Garrafa que em latim quer dizer “puta engarrafada mergulhada em rum”. Isso é, a garrafa já teve cu em outrora, agora só tem boca - disse Wizerd.
- Você fumô né? Tomou seus remédios? - pergunta Lili.
- Que remêdios? - questiona Wizerd perplexo.

Então aparece um liquido com cores diferentes da cachaça incolor, dizendo:
“Vocês vão fazer uma pergunta, vão me beber, ou vão fazer algo util?”

- Algo útil é a ultima coisa que estes 3 variam – disse Ned.

Então Wizerd pegou a garrafa e disse:
Santa 51, me revele o mistério da vida! - disse Wizerd numa voz angelical.


O liquido colorido revelou a seguinte mensagem:
“Se no fundo do posso você olhar, é no fundo dele que você vai estar”
- Mas que merda de resposta é essa? - pergunta Lili.
O liquido então forma outras palavras, que rapidamente se lia:
“A anos que estou esquecido na escuridão dessa merda de saquão. Então reclamações de uma ursa rude não há quem te ajude”.

Ratinho então decidiu fazer uma pergunta mais objetiva a ordinária garrafa verde de cachaça:
- Mostre-nos algum segredo oculto do Amazon – disse Ratinho.
Então o liquido colorido se modificou, e uma mensagem revelou:
“Existem muitos sigilos ocultos esquecidos nessa escuridão. Vou revelar 1 segredo, e em breve descobrirão outro segredo neste imensidão”. Então as letras se modificaram e revelaram outra frase “É o seguinte, existe um elevador secreto, é só tirar aquele cartaz de mulher pelada da parede na sua frente...”

Eles olharam, e realmente tinha uma foto de um loira peituda, pelada, encostada na parede. Era um ordinário cartaz de madeira pornográfico. Lili tirou o cartaz sacana e o removeu do encosto da parede. Então, se revelou diante dos olhos dos 4, um elevador feito de vidro, aço, bambu. Então o liquido colorido dentro da 51 formou outra mensagem: “Subam no 90ºandar, e depois o segredo ira los falar”.
- Nonagésimo andar? Eu so não posso dizer que essa garrafa de cana se encheu de birita – disse Lili.
- A escola só tem 9 andares – disse Ned
- É isso que eles querem que você pense! - disse Wizerd arregalando os olhos.
- Não comesse a conspirar de novo – disse Ned.
- Isso por que você quer me calar sobre os segredos do universo, você é um deles, você...Você é do FBI!!!! - disse Wizerd.
- Bom, eu só pertenço ao clube dos Engenheiros Físicos da escola – disse Ned arrumando as lentes tortas de seus óculos.
- Viu, vocês deixam brechas de seu passado soturno, eu estou de olho em você! - disse Wizerd olhando profundamente nos olhos sérios e feição monótona de Ned – Você não consegue me hipnotizar com sua face, você é um reptiliano!
- É justificavel seu ponto de vista, afinal, você fugiu a todas as aulas de biologia – disse Ned – Eu pertenço ao grupo dos felinos.
- A aula de biologia eles lavam as mentes dos alunos, transformando o cerebro em refrigerante! - disse Wizerd.
Bom, coloca esse doido na porra do elevador, e vamos! - disse Lili impaciente.


Todo o grupo entra no nefasto elevador. O chão do elevador estava repleto de lixo, restos de comida, copos de plástico, copinho de pinga...Então, Lili, com a pata esquerda segurando a 51 esverdeada, observa o painel de andares...O painel era confuso, com botões engordurados e imundos. Digo confuso, pois o botão do andar dois, estava do lado, ou encima do botão do andar 500, por exemplo.

Demorou para achar, até que Ned aperta no botão do nonagésimo andar. Então o elevador começou a vagarosamente subir com uma tipica musica de elevador.

- Será que essas musicas de elevador servem para manipular nossas mentes? - pergunta Wizerd.
- Verdade, Wizerd. E os elevadores na verdade são Ktulus voadores que devouram raposas ingenuas e cuzeiras! - disse Lili ironicamente.
- Ah, não, Lili, por favor, não deixe que os Ktulus me devorem, eu não gosto de polvo nórdico escocês! - disse Wizerd aos berros, em posição fetal atrás da perna da Lili.
Lili chutou a cara do Wizerd e disse:
Era brincadeira, seu bosta! Tu não fumou, fumou?
Fumei? – pergunta Wizerd atonito.

Wizerd ri estericamente boa parte da viagem no elevador. A luz do elevador apagava as vezes, e o odor agradavel de carniça se exalava no ar. O odor parecia vagina que tinha cheiro de peixe estragado, bem agradavel, não?
- Finalmente chegamos, não aguentava o odor repulsivo daquela câmera de tortura – disse Ned.
- Fui eu, desculpem – disse Wizerd – Foi o feijão. Feijoada boa!

Eles ignoraram o peido fedorento que arrebentou as narinas até de Zeus, e viram como era o suposto nonagésimo andar. O chão parecia que era feito de nuvens. A frente deles tinha um balcão com whiskeys, cervejas, onde muitos duendes e fadas fumavam e bebiam por ali. Centaram sobre em cima das grandes banquestas que se erguiam debaixo do balcão, e um balconista duende irlandês.
Lili então olhou para o balconista duende e disse:
- Quanto é o Jack?
O duende, com infimas asas de mosca, macacão marrom escuro com camisola preta, barba e cabelos ruivos, feição desanimada diz:
- Bom, já que vocês são novos aqui, é por conta da casa! - disse o balconista.
Então o duende voou até uma pratilheira, e colocou sobre o balcão um Jack Deniels. Lili agradeçeu, e começou a beber o Jack como se fosse água.
Então um duende sentado ao lado de Lili, chama sua atenção e diz:
- Calma baby, não beba de mais, se não você não vai nem conseguir andar...Lili!? - disse o duende aparentando conhece-la.
Lili olhou para o duende e disse espantada:
- McO´banner!? O que faz aqui?
- É isso que eu pergunto para vocês, como descobriram o 90º andar? Não deveriam estar na aula? - Pergunta Mc.O´Banner.
- E você não deveria estar trabalhando? - perguntando Rainho.

Mc.Obanner ficou sem reação e disse:
- Onde você aprendeu a fazer retóricas?
- Perguntas retóricas não se aprende na escola, se aprende na vida – disse Ratinho sorrindo.

Mc.Obanner é um tipico duende irlandês, um tipico zelador incompetente e bebado. Ele é muito conhecido por conseguir capturar com facilidade qualquer matador de aula de plantão, já que tem sua magia a seu favor. Aliás, ele faz feitiços com seu grande trevo de quatro folhas. Seu fisico é estruturado por um corpo patético, de pequena estatura. Tem pequena asas nas costas, e se assemelha muito a um duende de jardim, só que ao contrário de um duende de jardim, ele não é feito de porcelana, e enche o cu de cana.

- Bom, vocês me pegaram. Façamos o seguinte, se vocês não contarem que estou aqui, invez de estar na escola vigiando as salas e os alunos, eu não delato vocês – Disse Mc.Obanner.
- Se alguem fugir, o que você vai fazer? - pergunta Ned.
- Lokomov é meu amigo, vai me perdoar. Eu posso até propinar com uma cachaçada de fim de semana. E alem do mais, ninguém nunca fugiu temendo que eu os pega-se quando escapar é muito fácil, é só fugir pelo saguão principal. Eu nunca faço minha ronda pelo saguão, nunca passo por lá – disse Mc.Obanner – Mas vocês não vão dizer para ninguém né, sabe ia ficar mal para mim se os alunos soubessem que podem fugir pelo saguão.
Wizerd, ratinho, e Lili disseram:
- Não se preocupe, agente não é X9 não! - disseram os três.

Vinte minutos depois...

Os 4 saíram do bar no nonagésimo andar e em dez minutos, toda a escola sabia que o saguão era a parte mais sujeita a fugas. Por que sera? Oras, Wizerd é um fofoqueiro filha da puta!
Toda a massa de alunos então se dirigiu ferozmente a porta principal do saguão para fugir da escola. Quando meia duzia consegui fugir, um alarme tocou. Imediatamente, todos os professores se dirigiram até o portão e trancaram os alunos dentro da escola.
Lá fora os professores seguravam a porta contra a força de 300 alunos debiloides, acéfalos, brutos, loucos para sair. Todos os alunos faziam tudo para sair da escola. Alguns lançavam granadas para derrubar a porta, outros se jogavam em cima de quem estava mais perto da porta. Então um grupo de delinquentes destruiu uma coluna de mármore para utilizar como ariete improvisado.
Os professores então gritaram “Preparassem para o ariete!”.

Atrás da porta, os professores se sacrificavam para não deixar ninguém fugir. Estava um inferno na terra, principalmente dentro da escola fechada pelos professores. Os alunos lançavam coktéis molotvs contra as portas, e alguns alunos até foderam as mãos para quebrarem os vidros das portas, de tão desesperados que estavam para fugir.
Os professores então lançavam granadas contra os alunos. Eles mataram alguns, mas nem isso foi suficiente para intimidar as centenas de estudantes pateticamente enfurecidos, e o cerco militar do corpo docente continuara...
Os professores fizeram barricadas ante o poderio de seus alunos, agora loucos para fugirem do colégio. Alunos então lançaram uma chuva de flechas, que feriram dois professores. No instante que bateu o sinal, os alunos explodiram a grande porta de madeira que separava os alunos para a liberdade. A explosao foi como a explosão da fúria de cada jovem revolto e sem causa.
Os professores saltaram do caminho, os professores que não saíram da frente, foram pisoteados por uma frota de delinquente desajustados. Os alunos corriam como loucos, não se importando se esmagassem ou pisoteassem alguém. Havia muitos alunos que ficavam soterrados pelo caos, ou esmagados pelas massas psicóticas de adolescentes degenerados.

Depois deste episodio, McObainner ficou encarregado apenas de cuidar do saguão. Se os alunos descobrirem que sua ronda não chega a outros lugares do colégio...Outras guerras virão.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A fossa

Os vikings chegavam pelo rio, hippies chegavam de kombe, professores mutilavam os céus com seus carros antigos e coloridos, e alguns estudantes se aventuravam dentro de onibus escolares decadentes, dirigidos por motoristas mediocres, cachaçeiros sem dentes.
O ultimo caso citado, é o caso de Lili, Ned, Wizard, e Ratinho nesta manhã. Sete e 10 da manhã, esses jovens sem futuro, que vivem na mesma vizinhança, que se conhecem desde dos 10 anos, partem no mesmo onibus. O onibus que eles pegaram essa manhã era dirigido por “Arco-iris”. Arco-iris, era um macaco aranha hippie de meia-idade. Depois de levar os deliquentes para a escola, ele trabalhava no colégio como voluntário na sala de informática.
Era extremamente sossegado e desligado. Alguns temiam pegar o onibus com ele, pois ele era conhecido por sua reputação de causar alguns “acidentes” de percurso.
Lá dentro do onibus era uma fodida misegenação de loucura, drogas e mais insanidade. No fundão do onibus rolava até orgia. Nas janelas, alguns se seguravam nas cadeiras para não serem jogados pra fora do onibus, isso era possivel com o Arco-iris dirigindo. O onibus balançava muito, estudantes faziam brincadeiras toscas como preparar vitamina de cerveja com ovo, vinagre com barro...Caro leitor, imagine as mais variadas bizarrises que ocorriam naquele onibus.

Sentado nas cadeiras do meio, mais proximo da janela estava Lil, mais para o corredor estavam Wizard e Ratinho. Ned, sentava no banco de trás.
- Você fez a porra de artes? - pergunta Lili para Ratinho.
- Fiz – responde ele sorrindo mostrando um desenho surrealista abstrato.
- Mas isso parece eu desenhando quando to bebada. E você Ned? - Pergunta Lili.
- Eu não fiz nada, pois eu vou pedir dispensa da aula de artes – disse Ned.
- Vai alegar o que dessa vez? Que você tem 8 tumores em cada pata e não pode pintar, desenhar? - pergunta Lili.
- Eu vou dizer que artes é uma disciplina desnecessária para o desenvolvimento do ser, e vou alegar que sou um individuo apegado as verdadeiras ciencias e conhecimentos, como a fisica... – diz Ned sendo interrompido pela Lili.
- Vá pra puta que pariul essa porra de Fisica Quantica. Se so tivesse artes, eu não teria sido reprovada duas vezes – disse Lili.
- Bom, isso deve ser pelo fato que para você é mais facil dar a boceta depois de se embebedar com cachaça invez de estudar – disse Ned.
Lili projeta suas grandes patas e tenta sufocar Ned freneticamente. Até que vem Maggie Loo e salva Ned.
- Larga ele, bicho...Venha beber as vitamina de batata com sorvete! - disse Meggie loo.

Lili solta Ned, e ele cai na cadeira tocindo e com dificuldade para respirar. Lili conseguiu beber 3 rodadas daquela porra de vitamina, que mais se tratava de uma bebida com leite, umas 5 batatas não discascadas, e um sorvete derretido e velho que o fundão tinha conseguido. Passaram os 5 minutos restantes da viagem experimentando, bebendo, vomitando as bebidas mais repugnantes já imaginadas.
Ao desembarcarem, a viagem não teve assim grandes incidentes, tirando o fato de que quando eles chegaram, o onibus tinha apenas capotado.
Todos sairam apenas com pequenos arranhões e ferimentos, trabalhos amassados e zuados. Sairam do onibos de ponta-cabeça como se nada tivesse acontecido, e aquele incidente fosse banal.

Wizerd, Lili e companhia se dirigiram para a sala de artes, logo no primeiro andar, proximo a dois lagos artificiais no corredor.
A sala estava repleta de quadros, as paredes estavam repletas de quadros e esculturas, na frente da sala, ocupando um espaço a frente do quadro negro, tinha 3 bicicletas velhas e inutilizadas pintadas de inumeras cores.
Todos sentaram nas carteiras que sempre sentavam em todas as aulas de artes, cada carteira personalizada ao gosto dos deliquentes. Lili sentou numa carteira repleta de profundos cortes, pixações, um odor horrendo, e uma higiene de alto nivel para o acumulo de baratas e vermes.
Wizerd sentou numa carteira colorida, alegre, Ratinho sentou em sua carteira com as cores de seu pelo, verde e amarelo. Ned, sentou em sua escrivaninha organizada e limpa.
Alguns bebiam cachaça dentro da sala, outros ascendiam um fumo...Até que uma raposa alaranjada tinha pulado da janela e entrado na sala.
A raposa em questão era o professor Michel O´gonnor Mackenzie, um escoçês que tinha perdido a razão após mais de 20 anos admirando artes abstratas.
Quando ele tinha entrado, quero dizer, pulado pela janela, todos os alunos se enquietaram, então Mackenzie disse:
- Meus caros, vocês lembram o que eu disse? - disse Mackenzie encarando a sala com um feição anormal, estranha e bizarra.
- Hãn...Que hoje vai passar o jogo do Corinthians? - pergunta um Gorila.
- Não... - diz Mackenzie
- Que a soma dos catetos é igual a soma da hipotenusa? - pergunta Ratinho.
- Não – responde novamente Mackenzie.
- Que sua aula é desnecessária? - pergunta Ned.
- Desnecessária para aqueles estão cegos de criatividade! - responde Mackenzie – Mais alguem arrisca um palpite?
- Hãn...O senhor está muito bonito hoje, Mac – disse uma raposa frertando nos olhos de Mackenzie.
- Bom, daí eu fico meio sem jeito. Maria, agente se vê la fora – diz o Mackenzie piscando para a jovem raposa – Então, eu já disse para vocês não fumarem dentro de sala de aula. Eu não quero ver bebida, cocaina, maconha nessa porra!
Todos ficaram cabesbaixo, e o silencio tomou o lugar.
- O que vocês tem que fazer é dividir isso comigo porra! Me passa esse charutinho – Disse Mackenzie apontando para um sasquati que fumava um charuto cubano as escondidas.
Mackenzie ascende o charuto, e então depois de tossir duas vezes começa a falar.
- Vocês trouxeram o dever de casa que pode mudar a vida de muitas pessoas maravilhosas e ordinárias neste universo? - pergunta Mackenzie.
Sem respostas ou entusiasmo de nenhum aluno, ele então começa a chamar por nomes...
- Hãn...Vejamos...Lili. O que você fez? - perguntou Mackenzie.
- É essa porra aqui – diz Lili se levantando e mostrando um quadro com vários buracos na tela e alguns pingos de tinta.
- Não me parece muito criativo... - disse Mackenzie.
- Porra, é criativo pra caraio, é so você que é cego...Olha esses pingo de tinta representa o sangue, esses buracos enormes representam esfaqueadas sofridas por um ser que está presso em si mesmo, esse verde aqui é uma grama, e essa parte aqui...Você vai ter que descobrir o que tem aqui... - disse Lili mostrando seu quadro.
- Hum... Você tava no busão do arco-iris né?
- Hãn...Sim! - disse Lili com um sorriso amarelo.
- Bom, posso dizer que o desenho está...Fantastico! Nunca vi uma poesia tão fascinante na tela. E esses buracos, ajudaram a melhorar a tela, isso é tão lindo, acho que vou chorar! - disse Mackenzie se emocionando – Bom, eu te dou um 8.
- Depois de tudo isso você me dá uma porra de um oito? - disse Lili.
- É a melhor nota que tem! É o invinito em pé. Agora vai ser o Wizerd – disse Mackenzie apontando para a pequena topeira – O que você trouxe para nos vermos?
Wizerd sai pateticamente de sua carteira até a frente da sala. Com um sorriso que mostrava seus grandes dentes, sua feição infantil e alegre, ele tira um quadro duas vezes maior que ele de seu pelo. A tela não tinha completamente nada desenhado ou pintado.
Quando a tela é revelada para todos, boa parte da sala aplaude com entusiasmo. Mackenzie fica perplexo, e Ned, bem pouco impressionado.
- Eu dormi enquanto fazia esse desenho – disse Wizard.
A sala estava inundada de palmas, e então Mackenzie deu seu pronunciamento:
- Essa arte é tudo, ao mesmo tempo não é porra nenhuma. Você explorou o vazio, as angustias apenas não desenhando merda nenhuma. Mas você é gênio, um artista renomado. Vou te dar 10! - disse Mackenzie entusiasmado.
Wizerd se aproxima de Ned na primeira carteira do canto e diz:
- Eu ganhei outro dez nesse bimestre!
- Também, qualquer lixo ele dá dez! - diz o Ned.
- Tá com inveja, eu vejo em seus olhos! - disse Wizerd.
- Inveja é para os fracos e seres diminutos como carnes podres rastejantes, que irei condenar no inferno, estuprarei as almas de seres púdritos como você – enquanto Ned dizia isso, seus olhos pegavam fogo, e sua voz estava mais grossa do que a normal.
- Medo – disse Wizard apavorado com a voz morbida e a sutileza de Ned.

Mackenzie então chamou Meggie Loo para mostrar seu desenho...
- A tinta verde eu fiz com maconha, a branca eu fiz com cocaina, e a marrom eu fiz com meu sangue, era vermelho quando eu pintei – disse Meggie Loo.
- Seu quadro tem um cheiro bão, lembra meu tempo de universidade. Vou te dar 7 – disse Mackenzie para Meggie Loo.
Então Meggie respondeu com muita dificuldade e lerdeza:
- Por...Por que...Que...Se...Sete?
- Bom, na universidade eu fumava no grupo dos 7, dos sete maconheiro.
Meggie Loo soriu e se retirou.

Logo após a aula, Wizerd chamou a atenção de Lili, Ned e Ratinho, todos indo para cantina para saborerem um almoço horrendo, incomestivel, e vil.
Wizerd então disse a eles, quando os quatro se sentaram na messa:
- Eu estou pensado um plano extraordinário, que talvez mude nossas vidas radicalmente, torne o mundo mais colorido, alegre, e feliz! - disse a patética Topeira num tom retumbante, irritante e alegre.
Todos estavam sérios, e Lili então interviu:
- A gente não vai tentar salvar as baleias de novo? Vamos?
- Não, lembra que em vez de salvar as baleias você ajudou a exteminá-las? - relembrou Wizerd. Então veio a mente de Lili um flesh back de tudo que tinha acontecido: os 4 estavam num navio da Green Peace, então a Lili pegara um arpão e tinha começado a caçar as baleias dentro de um navio anti-baleeiro. Foram expulsos do navio, e tiveram que ficar três dias a mercê do meio do oceano para chegarem a uma ilha deserta, onde encontraram o Wilson e o Tom Hanks. Passaram dois dias com eles, então alienigenas abiduziram o grupo. Eles não eram aliens malvados, sanguinários, estupradores...Muito pelo contrário, eram mais gente fina que muita pessoa que você já conheceu...Bom, no Ovni eles fizeram festas, porres e até bacanais. Então os aliens os deixaram em Manaus, eles não fizeram nenhuma disecação com nenhum deles, apenas arrancaram um rim de cada um, nada grave. Então eles voltaram as suas vidas miseraveis de sempre...
- Flash back em livro é uma merda – disse Ned.
- Concordo, mas o leitor vai nos perdoar – disse Lili
- Podemos voltar ao que interesa? Obrigado...Bom eu estava pensando... - disse Wizerd até ser interrompido por Ratinho.
- Que tal agente salvar os Nerds, são uma especime ameaçada de extinsão, nenhum orgão governamental os apoia, e ainda por cima 3 deles morreram semana passada por ação de predadores! - disse Ratinho mostrando alguns grávicos e estatisticas.
- Foda-se eles. Eu que matei os 3 da semana passada – disse Lili.
- Cruel! Você matou duas femeas, e se você começar a exterminar as femeas nerdes, como eles vão se reproduzir sem femeas? Então será mais uma especime extinta na privada da vida – disse Wizerd antes de arrotar e peidar.
- Olhe para o Ned...Oculos, feição séria...Ele é um exemplo perfeito de nerd...E o Ned não ia transar nem se eu fosse um tigresa e colocase minha boceta na boca dele – disse Lili.
Wizerd então ficou quieto, e Ned respondeu
- A vagina é repugnante. Você acha que eu gostaria de uma cavidade genitália em minha boca? Eu sou civilizado, minha cara, não sou como vós que quando fica bebada transa com seres mais decadentes que sua pessoa – disse o Ned.
Lili então levantou o Ned no ar com os dois musculosos braços, e disse:
- Você quer ser o proximo nerd a morrer essa semana? - disse Lili,
Ned, não se alterou e falou:
- Você quer ser presa por homicidio? - perguntou Ned, sem se alterar ou demonstrar fraqueza.
Lili o largou e disse:
- Você é bom. Tá certo...Wizerd diga qual seu plano dessa vez, fala logo, pois eu to sem tempo – disse Lili impaciente a Wizerd.
Então Wizerd levanto a diminuta pata, e disse seu estupido perecer:
- Nós vamos modificar o encanamento da escola para levar água quente para as picinas. Então a água da picina vai ficar quente como uma sauna!
- Bom, faz 35 grau toda a merda de dia, e você quer foder o rabo numa água infernal? - pergunta Lili.
- Sim! Vai ser divertido! - disse Wizerd.
A Lili fica seria, e logo sorri,
- É vai ser divertido – diz ela.
Então Ratinho se exalta e fala em alto tom:
- Mas se acontecer, que em vez de você mudar os canos de água quente, você mude a trajetoria de um cano de esgoto, e todo o esgoto for despejado na piscina da escola? - indagou Ratinho.
Ninguem deu muita atenção a Ratinho, isso pois ele, obviamente, era um rato recluso a qual eles não relvavam tanto.

Então os 4, foram para debaixo da messa, e então abrirão uma entrada secreta que se abriu ao chão. Todos cairam até uma sala secreta, com estantes, uma tv, e um sofá velho, surrado, e mais fodido que cu de puta.
- Puta que pariu, por que eu sempre fico embaixo? - pergunta Ratinho.
- O destino! - responde Wizerd.

Então, todos se recuberaram da queda, e a sala se revelava aos poucos. Vinis do Jimi Hendrix, Deep Purple, Pink Floyd e The Doors na estante, poster de Dave Mustaine na parede, uma guitar gibson encostado e abandonado, e uma sitara embueirada.

Então Wizerd tira de seu pelo papeis A2, que se tratavam de ilustrações do sistema de esgoto, escoamento, e afins...
- Então, estes são os canos que ajudam a este palacio se manter vivo. Que escoam a merda de reios fora do castelo! - disse Wizerd,
Lili olhou e disse:
- Pra mim são só canos...E como vamos saber qual cano é o certo?
- Com meus super poderes, super mente, eu vou guiar nos a vitória de nosso objetivo principal...

Uma hora depois no porão da escola.

- Puta que pariu, qual cano é qual? - pergunta Wizerd.
- E seus super podres, guru indiano? - pergunta Lili.
Wizerd ésterico e nervoso responde:
- Lili, as energias não estão fluindo como eu esperava, eu não estou as sentindo...
- O que eu to sentindo é o cheiro de cu dessa porra de lugar – responde Lili tentando tampar sua narinas com suas garras imundas de ursa polar.
Ned, sério como sempre, disse:
- Bom, estes é o cano que manda água direto para a psicina. Se vocês forem perspicazes o suficiente, drenem toda a água da psicina, e depois vocês desviam o cano de água quente que passa pelas caldeiras.
Todos se calaram por um minuto. O som das gotas se tornaste esurdeçedor de tão calmo que ficou o recinto. E então Ratinho ousou quebrar o silêncio:
- E que cano é o certo para desviarmos?
Ned colocou a pata na face, pensativo e sério. E depois respondeu:
- Boa pergunta, eu não sei.
- Então devemos escolher na forma mais inteligente possivel! - disse Wizerd...

Então lá estavam eles jogando poker dois minutos depois, e Wizerd dizera:
- Quem vencer, vai escolher o cano que vamos desviar.
Lili então sacou 5 ases, e disse:
- Nunca pensaria em ficar infeliz por vencer algo – disse Lili.
- Por que? - perguntou Wizerd.
- Porra, eu esses canos são tão iguais. Eu não quero escolher...

Wizerd então propôs:
- Quem beber mais e não vomitar, vai escolher o cano a ser desviado.
- Não é justo, eu venceria, pois eu encho meu cu de cana, memo! - disse Lili.
Então Wizerd, compreensivo disse:
- É mesmo, você até venceu um campeonato de beber chopp...


Então Ned propôs:
- Faça-mos o seguinte. Nos faremos testes rigidos de inteligencia, o mais inteligente, desviará os canos!
- Não é justo, você venceria, acha que algum de nós não seria capaz de desviar uma porra de cano? - pergunta Lili indignada.
- Bom, quem venceu o poker e não quis fazer o desvio? Ninguem quer fazer essa porra mesmo, deixa que eu mesmo faça! - disse Ned, convicto e sereno em sua voz.

Ratinho então propõem uma solução:
- Pessoal, eu proponho o seguinte: aqui estão 4 cds, e cada um tem um adesivo preto colado em cima da capa do cd. Todos pegarão um Cd e tirarão o adesivo. Quem ficar com o cd do Ouasis, vai desviar o cano. Tá bom?
Todos concordam, e todos pegam um CD.
O primeiro a abrir foi Wizerd, e ele pegara o Led Zeppelin IV. Ele ficara aliviado de imediato. Ned, muito calmo e desinteressado, pegou o Burn, do Deep Purple. Ratinho então pegou o Rust in Peace do Megadeth. Lili nervosa tirou o adesivo e la estava aquela face repulsiva dos irmãos Galeger.
Ela jogou o cd no chão, pisoteou, e insenerou jogando alcool e um fosforo. Logo, gritou:
- Maldito Ouasis! Banda de bosta! Por causa deles eu vou ter que fazer uma decisão dificil na minha inutil e mediocre vida!

Lili estava cabesbaixo e chateada. Eles ficaram pasmos quando viram que alguem se aproximava. Todos ficaram em panico (exceto o Ned, que é inabalavel). Este alguem, não era ninguem menos que Ighor Klashiniev Lokomov, a raposa de meia idade, diretor daquela merda de escola.
Lokomov os viu, então perguntou:
- O que fazem no sistema de canos?
- Nada – diz Lili com um sorriso suspeito.
- Nós estavamos querendo desviar o cano da água da piscina para a água das caldeiras, mas não sabemos qual é o cano das caldeiras, e ningeum se dispos a fazer o trabalho, então nos jogamos poker, com a condição que o vencedor iria desviar os canos. Ok. Mas o vencedor foi a Lili, e ali se mostrou receosa para fazer o trabalho, e negou o mesmo. Então o Wizerd propôs uma competição de quem bebia mais, mas seria desigual pois a Lili venceria de qual quer forma, já que essa vadia gorda é uma banha de alcool. Então o Ned propôs uma competição que envolvia o intelecto, todavia ele venceria, e Lili alegou que isso so beneficiaria o Ned, já que ele é um cu de ferro. Então eu propus que quem pegasse o CD do Ouasis ficaria encarregado de desviar os canos, e Lili novamente ficou com a responsabilidade. Isso foi uma pequeno resumo – disse Ratinho falando rapido pra caraio.
Lili então cochichou no ouvido grande do Ratinho:
- Seu X9 da porra! - gritava Lili nos ouvidos de Ratinho.

Lokomov olhou com uma feição de censura e desaprovação por uns segundos. Momentos depois ele sorriu e disse:
- Que bom, eu queria desviar os canos há um bom tempo, so que não achava nenhum otário...quero dizer...Gente especializada no trabalho – disse Lokomov – Vai ser bom uma ducha quente para a pisicina.
- É, mas agente não sabe qual o cano certo para desviar, e a Lili está existando nessa porra de trabalho – disse Ratinho.
Lokomov ficou pensativo e disse:
- Eu posso escolher no lugar dela?
Ned então responde:
- Se está falando de livre vontade, vá em frente.
- O Lokomov concerteza é a raposa mais confiavel! - disse Wizerd – Nada vai dar errado.
- Não sei não – disse Ratinho disconfiado da decisão.

Lokomov, com sua pata de vaca, apontou para um Cano, e disse:
- Concerteza é aquele ali! Eu posso sentir uma água vulcanica passar pelo cano!
- É uma água calderizada – dissse Ned.
- Isso para vocês fisicos racionais, para nós viajantes é um corrego de água vulcanica!

Eles então desviaram o maldito cano e drenaram a pisicina, não necessariamente nessa ordem. E então o resultado da escolha negligente daquela raposa seria revalada no dia seguinte. Todos sairam confiantes que o trabalho fora bem feito, Ned continuava inauterado, so que mais cansado, e Ratinho estava receoso. Ninguem se preocupou com a preocupação de Ratinho, mas foda-se ele!

Voltaram, outro dia de merda nas escola, outro dia que o onibus apenas capotas, so que dessa vez invade o ginásio, os 4 desembarcam para ver o feito do dia anterior. Confiavam muito na decisão de Lokomov. Não duvidariam de um professor que leciona lá há mais de 10 anos, e que é o atual diretor, duvidariam? Bom, eu duvidaria, mas não cabe a mim interferir a história, apenas vou descreve-la por mais absurda e inutil que ela seja.

- Como deve estar a piscina? - pergunta Wizerd
- Bom, depende qual cano o Lokomov escolheu para desviar... - disse Ned.
- Lokomov é um homem sério, ele não iria fazer uma foda com a gente...Puta que pariu, que cheiro de merda... - disse Lili ao se aproximar da piscina...
Então, se aproximando a pisicina, a água que era outrora limpida, repleta de coro, agora estava amarronzada e com um cheiro horrivel.
- O lokomov colocou uma água quente, perfumizada, e com cor diferente...Deve ser um coro novo no mercado... - disse Wizerd.
- Parece que ele desviou o cano que ia pra Fossa – disse o Ned.

Quando mal descobriram a merda que fizeram (encher uma pscina de bosta), a professora Borges, uma jacaré robusta, professora de natação, chamou a atenção dos 4 e disse:
- Já que vocês quatro estão aí, pulem na água e começem os exercicios dentro da água.
Lili então falou:
- Professora, agente não vai poder não...É que o Wizerd ele tem hidrofobia, medo de água, é uma merda isso...
- Foda-se, o Wizerd tem medo até de um bessouro. Nadem seus merdas! - disse a professora impaciente.
- Eu não sei nadar – disse o Ned.
Borges olhou para o Ned e disse:
- Mas você é uma bicha memo! Tigres nadam naturalmente, seu bosta! Se vocês não querem nadar, então saiam e me deixem mostrar os excercisios para a turma!


Então Borges correu sem ver o estado da água. Os 4 tentaram impedir, mas foi tarde demais. Borges tinha mergulhado numa psicina repleta de coliformes fecais...Quando ela descobriu já foi tarde demais...

- Que delicia...Porra, mas por que porra agua tá fedendo? Puta que pariu! - gritou Borges disesperada para sair daquela fossa em ar aberto

Mais tarde na sala do Lokomov...

-Vocês mergulharam sua professora em um monte de merda? Como vocês podem ter feito isso? – disse Lokomov aos 4.
- Você mudou o cano errado, lembra? - disse Lili.
- Eu? Não quer assumir a responsabilidade de seus atos e quer acusar o cuzão aqui? Vai se foder! Vão ficar 4 dias de suspensão.
- Mas você também é cumplice dessa porra! - disse Ned.
- Mentira. Se mentirem de novo você vão ao inferno! - disse Lokomov.
- Quem é você para falar isso se você nem é cristão – perguntou Ned.
- É isso é verdade...Mas posso ser! Bom, sou te todas as religiões, de todas as nacionalidades, eu sou único galeira! - disse Lokomov.
- E você vai nos punir por algo que você também fez... - Disse Lili.

Lokomov pareceu desentendido e falou:
- Bom, eu vou diminuir a punição para vocês para dois dias. E cada um deverá pagar 20% do pagamento idenização de Borges por acidente de trabalho...Sabe, não vai sair do meu bolso, pois eu não tenho bolso, e nem bermuda com boulso. Então, cada um pagando 20% é 80% da idenização paga, e a escola so paga os 20% restantes! Agora vocês podem ir, auf wiedersen, aliverderci, que Odin e Zeus estejam com vocês!

Assim sairam daquela sala que parecia uma loja de artesanato de tanto mobile no teto.

Os 4 sairam arrasados, e então Wizerd perguntou:
- O que aprendemos hoje?
- Que o Lokomov é um filha da puta? - sugeriu Lili,
- Que agente se fode se confiar numa raposa? - perguntou Ned.
- Nos aprendemos que não devemos relevar, ou nos submetermos a obediencia de uma liderança duvidosa, corruptivel, e que devemos lutar pela classe operária e trabalhadora, desmartelando o poder arcaico de reis, lideres totatalitários! - disse Ratinho.
Então todos olham estranhados pelo discurso revolucionário de Ratinho, e então Wizerd fala:
- Todos vocês estão errados. Nós aprendemos hoje quando nos mudamos, e desviamos um cano, é como se nos plantasemos uma arvore! - disse Wizerd.

Lili então, sem muitas palavras finalizou essa porra de história:
- Eu não entendi porra nenhuma, mas você deve estar certo!